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Doença de Chagas

A doença de chagas é uma parasitose, causada por um protozoário, o Trypanossoma cruzi, que tem com principal forma de transmissão a vetorial, podendo também ser transmitida de forma oral, esta por alimentos contaminados pelo T. cruzi proveniente das excretas desses vetores, que são os triatomídeos hematófagos, também conhecidos como "barbeiros" ou "chupões", forma transfusional, por transplante de órgãos, vertical e acidental.
É uma doença de ciclo bifásico, sendo fase aguda e fase crônica. A primeira caracterizada por febre prolongada e recorrente astenia, rash cutâneo, cefaleia, artralgia, mialgia, manifestações gastrintestinais, hipertrofia de linfonodos, edema de face ou membros inferiores, também sinal de Romaña¹ ou chagoma de inoculação². Das alterações laboratoriais se incluem anemia, leucocitose, linfocitose, plaquetopenia, alteração de enzimas hepáticas, nos marcadores de atividade inflamatória e nas provas de coagulação. Note-se que a primeira fase também pode ser assintomática. Já a fase crônica ocorre quando não há tratamento específico na fase aguda, nela há diminuição espontânea da parasitemia, evoluindo para a forma indeterminada, cardíaca, digestiva, forma associada ou congênita.
O diagnóstico é realizado de forma diferenciada em cada fase da doença. Na fase aguda, por exames parasitológicos direto de sangue periférico, teste de Strout, micro-hematócrito, QBC e identificação de anticorpos IgM anti-T. cruzi e, na fase crônica, testes sorológicos, testes de xenodiagnóstico, hemocultivo e PCR.
O tratamento é tanto específico quanto sintomático, sendo a droga utilizada para o primeiro a é o Benznidazol, em doses diárias, por 60 dias.
 
São notificados apenas os casos de doença de chagas aguda, não devendo ser notificados os casos de reativação ou os crônicos.

 1 Edema bipalpebral unilateral
 2 Lesão a furúnculo que não supura

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