A tuberculose é uma doença infecciosa, causada por uma bactéria, o Mycobacterium tuberculosis (MTB), também conhecido como bacilo de Kock(BK) por ter sido descoberta por Robert Kock. Ela atinge principalmente os pulmões, podendo atingir outros órgãos como pele, ossos, pleura, gânglios, meninges etc. Ela atinge pessoas em todas as faixas etárias, porém com predomínio nos indivíduos ativos economicamente (15- 54 anos) e do sexo masculino.
A tuberculose pode ser primária ou pós-primária, sendo a primeira decorrente de uma primo-infecção, que pode evoluir tanto do foco pulmonar quanto do ganglionar ou então em consequencia de disseminação hematogênica(que ocorre em cerca de 5% dos casos), a segunda, ocorre em indivíduos que têm sua imunidade desenvolvida pela infecção natural ou pela vacina BCG. Ambas não podem ser distinguidas clinicamente
O M. tuberculosis tem como seu principal reservatório o homem e, em determinadas regiões o bovino doente. Transmitido por aerossóis, onde o doente de tuberculose pulmonar bacilífera lança, pela fala, espirro e principalmente tosse, gotículas contendo o bacilo. essa transmissão ocorre enquanto o paciente estiver eliminando bacilo, o que ocorre até aproximadamente 15 dias após o início do tratamento, por isso também a relevância em iniciar o tratamento o mais cedo possível.
O M. tuberculosis tem como seu principal reservatório o homem e, em determinadas regiões o bovino doente. Transmitido por aerossóis, onde o doente de tuberculose pulmonar bacilífera lança, pela fala, espirro e principalmente tosse, gotículas contendo o bacilo. essa transmissão ocorre enquanto o paciente estiver eliminando bacilo, o que ocorre até aproximadamente 15 dias após o início do tratamento, por isso também a relevância em iniciar o tratamento o mais cedo possível.
Os sinais e sintomas são geralmente inespecíficos como inapetência, emagrecimento, febre baixa vespertina e sudorese noturna e comprometimento do estado geral. Quando a doença acomete os pulmões o paciente pode apresentar tosse, inicialmente seca e, quando produtiva acompanhada ou não de escarros hemoptoicos, sendo a tosse produtiva o sintoma mais frequente na tuberculose na forma pulmonar.
É de fundamental importância o diagnóstico precoce e este baseia-se no exame clínico e laboratorial. O primeiro fundamenta-se nos sintomas e na história epidemiológica e o segundo em exames bacteriológicos, sendo o método prioritário a baciloscopia direta do escarro, que permite identificar o doente bacilífero e deve ser indicada para todo sintomático respiratório (aquele que tem tosse com expectoração por período igual ou maior que três semanas). Outros tipos de exames também podem ser utilizados como os seguintes:
É de fundamental importância o diagnóstico precoce e este baseia-se no exame clínico e laboratorial. O primeiro fundamenta-se nos sintomas e na história epidemiológica e o segundo em exames bacteriológicos, sendo o método prioritário a baciloscopia direta do escarro, que permite identificar o doente bacilífero e deve ser indicada para todo sintomático respiratório (aquele que tem tosse com expectoração por período igual ou maior que três semanas). Outros tipos de exames também podem ser utilizados como os seguintes:
- Cultura de escarro ou outras secreções - indicada para suspeitos de tuberculose (TB) pulmonar negativos ao exame direto do escarro e também para o diagnóstico das formas extrapulmonares, de pacientes HIV positivo, nos casos de suspeita de resistência bacteriana às drogas, quando a baciloscopia se mantém positiva ao fim do segundo mês de tratamento, retratamento após falência do esquema básico ou reinício após abandono.
- Exame radiológico - é um método auxiliar e que também possibilita o diagnóstico diferencial e a avaliação da evolução radiológica dos pacientes, principalmente daqueles que não respondem à quimioterapia.
- Tomografia computadorizada do tórax - utilizada nos casos em que a radiografia apresenta resultado impreciso ou por não permitir a diferenciação entre as sequelas e as lesões da tuberculose ativa. É utilizada nos centros de referência.
- Broncoscopia - e os procedimentos a ela associados podem ser úteis nas seguintes situações: formas negativas a baciloscopia, suspeita de outra doença pulmonar, presença de doença que acomete o parênquima pulmonar, suspeita de tuberculose endobrônquica ou em pacientes imunodeprimidos.
- Prova tuberculínica - (o tão conhecido "PPD") indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose em pessoas não vacinadas com BCG ou infectados pelo HIV. Indica apenas infecção latente e não a doença.
- Exame anátomo-patológico - sempre que possível, deve ser utilizado nas formas extra-pulmonares.
- Exame bioquímico - utilizado principalmente no derrame pleural ou pericárdico e na meningoencefalite tuberculosa, que ocorrem nas formas extra-pulmonares.
- Exame sorológico e de biologia molecular - métodos utilizados em centros de pesquisa.
O tratamento da tuberculose, oferecido nas unidades básicas de saúde, está fundamentado no uso de esquemas padronizados das seguintes drogas:
- Isoniazida - H
- Rifampicina - R
- Pirazinamida - Z
- Etambutol - E
Este tratamento é dividido em duas fases, a 1ª fase ou fase de ataque, onde são utilizadas as quatro drogas por um período de 2 meses e a 2ª fase ou fase de manutenção onde são utilizadas apenas a rifampicina e a isoniazida por 4 meses, totalizando seis meses de tratamento. No caso da tuberculose meningoencefálica, há um,acréscimo de três meses na fase de manutenção.
Os casos de falência do esquema básico devem ser encaminhados a um centro de referência.
A tuberculose é uma doença de notificação compulsória e investigação obrigatória.
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